ANO 8 Edição 91 - Abril 2020 INÍCIO contactos

André Gardel


Entrevista com Aílton Krenak    

Foto de Gabriela Máximo

 

 

1. Apresentação

 

A entrevista inédita com o líder indígena Aílton Krenak, feita por mim em Paraty, no estado Rio de Janeiro, em julho de 2019, aconteceu durante uma pequena folga gentilmente conseguida por ele, em sua agenda lotada na Feira Literária da cidade, devido ao lançamento do livro Ideias para adiar o fim do mundo, recém-publicado pela Companhia das Letras. Além do imenso prazer de compartilhar, nos jardins do hotel em que se encontrava hospedado Krenak, numa tarde amena e agradabilíssima, horas de trocas mágicas e afetivas com o sábio contemporâneo, tive também a felicidade de, pela primeira vez, me encontrar ao vivo com o ambientalista, após eu ter enviado por email para ele a nossa parceria, a música A pá de lama (Ailton Krenak/ André Gardel/ André Sáh). A origem dessa parceria inusitada surgiu no momento em que lia - encantado pela poesia trágica daquelas palavras e indignado com o absurdo da situação - a entrevista que Aílton dera ao jornal A Folha de São Paulo, em 2015, logo após o episódio do rompimento da barragem da mineradora Samarco, texto que fazia parte de uma seleção, lançada pela Beco do Azougue Editorial Ltda., reunindo os seus principais escritos.

 

Tive, ali, a ideia de decupar e musicar um gênero verbal - uma entrevista jornalística, feita no calor da hora - aparentemente bem distante dos rigores de síntese próprios da letra de canção popular, o que me enchia de receios de executar a empreitada. Contudo, o universo da oralidade, partilhado, embora de modos opostos, pelo gênero jornalístico e pela letra de canção, apontava um caminho de viabilidade de realização. O que foi reforçado, numa segunda leitura, já pensando na concepção da música, quando achei a frase que serviria de refrão: “Acabaram com o território e com a vida dessas pessoas/ Agora jogam a pá de lama”. A canção, apesar dos seus 8:50 minutos de duração, foi o carro-chefe de meu quarto CD, Na palavra, lançado em outubro de 2019, servindo de motivo para a produção inventiva da capa e encarte, com design gráfico de Luiz Henrique Sá, e que gerou um clipe, com edição e videografismo da multiartista, da etnia guarani, Christiane da Cunha.

 

Peço para que quando tiverem a oportunidade de ler – ou ouvir – o texto de A pá de lama, cujos links e letra seguem após a entrevista abaixo, atentem, por favor, para a profecia xamânica feita por Krenak a respeito da eminência de uma nova tragédia socioambiental, como a que acabou por ocorrer em Brumadinho, em janeiro de 2019: “Parece que as mineradoras querem ficar só nisso, vão enrolar, enrolar, enrolar, até que todo mundo esqueça, que tenhamos uma tragédia ainda maior”.

 

Bem, vamos, então, agora, às palavras vitais, contundentes, poéticas da entrevista de um dos maiores pensadores da atualidade: o líder indígena Aílton Krenak.

 

 

2. Entrevista

 

André Gardel – Boa tarde, Aílton! Gostaria que você falasse um pouco sobre como está o povo Krenak depois de tudo, passados esses quatro anos do criminoso derrame de minério no Rio Doce. Qual a sensação que visita você? Pode-se pensar que há um discurso final sobre o tema? O fim de um ciclo e o começo de outro?

 

Aílton Krenak – Eu não tenho um sentimento de situação final. O meu sentimento é que nós estamos parados no tempo. É como se o tempo tivesse sido suspenso e nós estivéssemos vivendo a experiência de refugiados em nosso próprio território. Isso significa que aquela lama ainda está passando no fundo do quintal, e que as pessoas que a gente ama, principalmente os mais velhos, estão morrendo, estão indo embora. Para completar, as novas gerações estão imersas numa situação totalmente falsa, inventada, e a narrativa da nossa existência, da nossa vida, vai sendo apagada, como se esse crime em cima do corpo do rio fosse uma maneira de apagar a nossa memória sobre quem somos nós. Pois, se o Watu1 alimentou a nossa visão mágica de um território, a supressão dele interrompe esse fluxo e obriga a gente a furar outras passagens na parede do tempo, com o objetivo de seguir como pessoas que têm alguma coisa para contar para os seus filhos, que não seja só uma tragédia, só uma desgraça.

 

André Gardel – Como seguir em frente, então, como viver o dia a dia sob essas condições?

 

Aílton Krenak - Esse ano, no mês de abril, assim como nos anos mais antigos, a aldeia reuniu as famílias e fez o Taru Andé2, o encontro em que todos cantam, dançam, usam adornos e no qual também ocorre, tradicionalmente, de alguém que ganhou um sonho, que recebeu uma música num sonho, apresentá-la e ensiná-la para a aldeia. O pessoal escuta as músicas que chegam como se num universo paralelo a esse mundo duro de roer existisse, ainda, sentido para aquela constelação de pessoas, de famílias, que seguem se organizando para conviver com um mundo cada vez mais excludente. Nesse sentido, a tragédia do derrame não é um capítulo que encerra uma narrativa ou fecha uma história, é uma espécie de continuação de uma sistemática violação dos direitos de um povo viver como quer viver. E é também uma declaração de fim de mundo, que me inspirou, de alguma maneira, a fazer essas conferências que estão reunidas em meu livrinho, Ideias para adiar o fim do mundo, que são como uma obsessão: adiar o fim não deste mundo, mas de um mundo que nós sabemos habitar e que tem sentido para nós.

 

André Gardel – Aílton, fala um pouco sobre a relação que os Krenak têm com o Rio Doce. O que ele significa para a vida do povo Krenak?

 

Aílton Krenak – Comunicar a ideia do que aquele ser, aquela entidade, Watu, rio, significa para as pessoas Krenak é difícil, pois trata-se de uma experiência subjetiva, que acontece em outros termos. A história do São Francisco, por exemplo, quando você pensa no povo que vive à margem do rio, principalmente na sua parte nordestina, uma cultura é configurada, expressa materialmente nas carrancas, nas embarcações, nas farinhadas3, num tipo de ocupação territorial, numa produção longa de eventos da cultura, que pode ser recebida por outras pessoas de fora. Isso, inclusive, constitui um acervo, que a gente pode imaginar que é o do folclore do São Francisco, e que pode significar que aquilo é uma caricatura da verdade vivida por aquele povo. Ao longo da bacia do Rio Doce não tem uma população que acompanhe o corpo do rio até o Espírito Santo, até chegar ao litoral, porque foi ocupado ao longo dos últimos duzentos, trezentos anos por muita gente de fora, por muitos colonos que foram para lá. E a cultura do colono é diferente da cultura dos ribeirinhos. No Watu, os ribeirinhos que sobraram são os índios, os quilombolas e os pescadores. No meio daquela imensa população que ocupa as margens do rio - com as cidades, os municípios, a estrada de ferro, a mineração - você teve uma sobreposição de gente ocupando lugares que para eles não têm sentido algum. É um não-lugar, é uma ausência, por que senão eles estariam todos rebelados. E as únicas vozes que ainda gritam pelo rio são as vozes dos índios, dos pescadores e de algumas miniaturas de comunidades que guardam um tipo qualquer de relação simbólica com o rio. E isso é um drama porque, na verdade, o rio ficou órfão.

 

André Gardel - Sim, perdeu-se uma relação que se estabelecia de outra forma, como um encontro de almas...

 

Aílton Krenak – Pensando o Watu como uma pessoa, ele é um ancião, muito, mas muito antigo, que está olhando em volta e não está reconhecendo mais ninguém. Pois não há mais continuidade de afeto, ele foi transformado em um esgoto, num lugar de se jogar entulhos, fazer barragens, tirar água para irrigação, canais. Foram fraturando o corpo do rio até cortar o sentido de presença viva, inspiradora dele, reduzindo-o àquelas coisas que as cidades fazem com os rios. Acho que só não tiveram ainda a coragem, ou meios, para fazer um calçadão em cima de suas margens, porque talvez seja muito caro; então, é melhor que fique sendo um esgoto a céu aberto. E isso demonstra a decadência cultural em que nosso povo não indígena vive. Uma espécie de abandono cultural, mas que não é uma exceção. Vai ver o que São Paulo faz com o Tietê, com os rios, com o Pinheiros? O Rio de Janeiro mesmo já enterrou todos os seus córregos, passando o asfalto em cima, calçadão, plastificando tudo. É uma marcha muito destrutiva para o planeta. Talvez o Rio Doce convoque a gente a pensar sobre o que estamos fazendo aqui na Terra, não somente ali em Minas.

 

André Gardel – Exato. Uma convocação para pensarmos como em nossa sociedade tudo é coisificado, tudo é transformado em objeto, e, principalmente, para uma reflexão maior sobre qual é o sentido da vida em nosso planeta.

 

Aílton Krenak - Sim, o que nós estamos fazendo com o planeta Terra. Se já foi admitido que os rios são as veias do mundo e eles estão sendo todos estagnados, esse organismo-mundo uma hora vai adoecer.

 

André Gardel – Um organismo que tem limites, que suporta somente até um determinando ponto a destruição...

 

Aílton Krenak – Uma certa ideia de ecologia denuncia que se a gente continuar depredando o planeta, a gente vai causar um dano irreversível. Uma outra ideia também, digamos, mais crítica, sugere que, se a gente continuar empesteando o planeta, ele vai cuspir a gente daqui. A Terra é um organismo vivo, tem potência, tem força e pode esmagar a gente na hora que quiser. Para a tradição que reconhece esse organismo como vivo, que acredita que seja realmente vivo e inteligente, que o chama, por exemplo, de Gaia, ele tem potência para aniquilar a gente numa boa, fazendo a gente desaparecer sem que faça a menor falta.

 

André Gardel – Os seres de uma civilização que está destruindo essa estrutura maior...

 

Aílton Krenak – Qualquer organismo, seu corpo mesmo, se começar a dar umas perebinhas nele, vai reagir para curar, para tirar os bichinhos que o estão empesteando. Se o organismo da Terra tem essa vitalidade, a hora que tiver incomodando muito ele dispensa a gente, larga a gente no caminho. O que não acho nem um pouco um problema, em algumas ocasiões acho até que é uma atitude muito bem vinda. Aí vão ficar somente os bem-te-vis... (Aílton entoa um chilrear onomatopaico, imitando os bem-te-vis, que não pararam de cantar enquanto a entrevista esteve em curso.)

 

André Gardel – Marcando presença, conversando entre si...

 

Aílton Krenak – Saudáveis...

 

André Gardel – Saudáveis... muito melhor do que esses humanos que querem destruir tudo...

 

Aílton Krenak - Aí a Mãe Terra vai ficar brincando com os pássaros, com as outras presenças que são benéficas, e manda a gente seguir o caminho dos dinossauros.

 

André Gardel – Rumo à extinção...

 

Aílton Krenak – Daqui a alguns milhões de anos, a gente pode já ter virado outro material... Tomara que não venha uma civilização estúpida, mais tarde, fazer a gente virar petróleo... Seria uma boa paga para esse bando de ignorantes que não param de empestear o planeta...

 

André Gardel – É verdade. Muito bom Aílton, muito obrigado pela entrevista!

 

 

3. Links

 

- Link para ver, no youtube, o clipe da música A pá de lama (André Gardel/ Aílton Krenak/ André Sáh):  https://www.youtube.com/watch?v=iSLP7lgOPB4

 

 

 

- Link para ouvir, no Spotify, a canção A pá de lama:https://open.spotify.com/track/6IDwX9K5p8DgZ8HdTUsIv4

 

- Link-matriz para ter acesso a clipes, entrevistas, vídeos, trechos de leituras de contos de André Gardel: https://linktr.ee/andregardel

 

 

4. A pá de lama (Aílton Krenak/ André Gardel/ André Sáh)

 

No Rio Doce, a minha vida de menino foi cheia de aventuras com meus irmãos e uns 40 ou 50 primos. O sobrenome Krenak veio da minha família indígena, o povo krenak, que vive no Vale do Rio Doce, divisa do Espírito Santo com Minas Gerais.

 

Eu nasci num córrego chamado Itabirinha. Lá tem uma reserva indígena onde vivem umas 100 famílias krenak. Meus filhos cresceram indo para a beira do rio e conversando com ele, assim como também fazia a minha mãe, a avó deles.

 

Quinze dias antes de acontecer o derrame, minha mãe sonhou que tinha ido à beira do rio. O Doce pediu a ela que não entrasse na água porque estava envenenada.

 

Acabaram com o território e com a vida dessas pessoas. Agora jogam a pá de lamaRefrão

 

Depois do que aconteceu, minha mãe fica lá olhando para o céu com o olho estatelado com um ar de “meu mundo acabou”. Minha mãe é a matriarca dessa aldeia. Nasceu ali e criou uma grande quantidade de filhos, netos e tataranetos na beira do rio. Agora pergunta a eles: “Vocês não vão fazer nada, não? Eles mataram o rio. Vão ficar olhando?”

 

Para os krenak, o Rio Doce tem vida, é uma pessoa. Falar dele é como se referir a um antepassado. Ele tem o dom de curar as pessoas, de alimentar a imaginação e os sonhos. É onde batizamos as crianças.

 

Agora, todos os moradores estão com a mesma sensação de impotência e frustração diante da omissão do sistema de controle e gestão que deveria estar articulado em situações como essa, de crime ambiental.

 

Refrão

 

O sentimento que impera entre as famílias é um pouco de prostração e revolta. As pessoas mais atingidas são vulneráveis e não têm como reagir à altura, porque estão diante de agressores que são muito mais fortes e poderosos. É como se eles fossem grandes demais para levar uma multa e ir para a cadeia. É um adversário desproporcional. Que tamanho de multa vai afetar a Vale e a Samarco?

 

Os mais jovens têm dito que sentem que roubaram o futuro deles, acusam essas corporações de serem ladras de futuro. A sensação é que estamos em um país sem governo. Isso cria uma sensação de injustiça grande. É uma indignidade o que fizeram com o rio.

 

Refrão

 

Eu já fui ao Japão, à Europa, aos Estados Unidos, já andei pela América Latina, entrei em lugares que só doidão,  guerrilha mesmo, anda. Fui a reunião do Banco Mundial, na ONU, na CIA, na KGB. Para mim, esses lugares todos não têm importância nenhuma, porque o lugar mais bacana do mundo é o Rio Doce.

 

E não há mais vida no rio, está estéril, cheio de minério. Se não tivessem tirado a mata das terras altas do Vale do Rio Doce, as nascentes iam continuar produzindo muita água boa e limpa, que iam cair na calha do rio e com o tempo “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Acontece que tiraram as matas.

 

Meu desejo é cheio de esperança de que a natureza nos surpreenda e reabilite o rio.

 

Refrão

 

Nosso povo vive uma situação de acampado. Ninguém vive assim, a não ser nos campos de refugiados da ONU, nos acampamentos dos sem terra em lugar flagelado. É uma situação de emergência. Os responsáveis por isso estão fazendo mitigação.

 

Parece que as mineradoras querem ficar só nisso, vão enrolar, enrolar, enrolar, até que todo mundo esqueça, que tenhamos uma tragédia ainda maior. Isso é revoltante.

 

Estamos articulados para reagir a essa ação e não vamos ficar na beira do rio prostrados. Os krenak estão o tempo todo berrando para mostrar que estão descontentes. Estão resistindo, porque amam o lugar em que vivem e têm histórias.

 

 

 

Notas:

 

1 Watu é o nome do Rio Doce na língua Krenak ou Borum, ligada ao tronco Macro-Jê, que significa, também, ancião, avô.

 

2 “Taru Andé, na língua Krenak, é um termo que exprime ‘o movimento que o céu faz ao encontrar com a Terra’ e que causa agonia e aflição. É também o nome do ritual que envolve canto e dança no qual esse povo afirma sua própria identidade diante de um mundo avassalado por uma versão funesta de futuro. A alegria do encontro e a arte provocam o movimento contrário e mantém o céu em seu devido lugar.” Link acessado em 09/ 04/ 20: https://revistacampinas.com.br/hortolandia-taru-ande-que-tragedia-e-essa/

 

3Atividade que é reconhecida como patrimônio imaterial, saber-fazer tradicional do Brasil que gera encontros e festividades. Acessados em 09/ 04/ 2020. Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=nhKvc_ZkjEk e canção de Luiz Gonzaga – Farinhada: https://www.letras.mus.br/luiz-gonzaga/1527894/

 

Foto de Hélio Melo

 

 

André Gardel é brasileiro, nasceu em Canoas – RS, em 02/10/1962. Com dois anos de idade vai para o Rio de Janeiro, cidade onde mora até os dias de hoje. Além de escritor, é compositor de música popular e Professor Associado II do Curso de Estética e Teoria do Teatro, do Curso de Letras e do PPGAC (Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas) da UNIRIO. Publicou 12 livros (de ensaios, dramaturgia, biografia, poesias, contos, didáticos), recebendo o Prêmio Carioca de Monografia de 1995 por O encontro entre Bandeira & Sinhô; e lançou os CDs Sons do Poema (1997), Voo da Cidade (2008), lua sobre o rio (2014) e Na palavra (2019).

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Colaboradores de Abril de 2020:

Ángela Gentile ; Rolando Revagliatti, entrevista, A.fe, Adelto Gonçalves, Adriano B. Espíndola Santos, Alberto Pucheu, Almeida Cumbane, Anaximandro Amorim, André Gardel, André Nogueira, Antônio Torres, Artur Alonso Novelhe, ATHANASIUS PRIUS, Beatriz Aquino, Caio Junqueira Maciel, Carvalho Júnior, Cecília Barreira, Claudia Vila Molina, Daniela Ramalho, Deusa d’África, Egídio Trambaiolli Neto, Ester Abreu Vieira de Oliveira, Fabián Soberón, Fabio Weintraub. Luiz Eduardo de Carvalho, Geraldo Lavigne de Lemos, Geralyn Pinto, Helena Barbagelata, Helena Machado, Henrique Dória, Hermínio Prates, João Pinto, Joaquim Maria Botelho, Leila Míccolis, Marinho Lopes, Ricardo Ramos Filho, Rogério Miranzelo, Ronald Cláver, Rose Ausländer ; tradução de Katyuscia Carvalho, Rubens Jardim, Ruth Guimarães, Waldo Contreras López


Foto de capa:

JORGE PINHEIRO, '25 de Abril', 1984 || JÚLIO POMAR, 'Serigrafia', 1974


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